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O único jurado dissidente no julgamento por homicídio de Lindsay Clancy usou uma faixa de exercício e uma garrafa de água para demonstrar como seus filhos foram estrangulados, afirmou um colega de júri.

Clancy, de 36 anos, enfrentava três acusações de homicídio doloso em primeiro grau em conexão com a morte de seus filhos — Cora, Dawson e Callan, todos com menos de 6 anos —, que foram encontrados estrangulados na casa da família em janeiro de 2023.

O juiz William Sullivan declarou a anulação do julgamento na sexta-feira, após os jurados não conseguirem chegar a um veredito unânime, com o painel supostamente dividido em 11 a 1.

Nick Dargie, de 25 anos, disse à rede ABC News que o jurado dissidente em dado momento tentou imitar a maneira como Clancy matou seus três filhos com uma faixa de exercício e uma garrafa de água.

"Ele tirou a faixa de exercício da bolsa, pegou uma garrafa de água vazia, amarrou a faixa ao redor da garrafa de água e puxou", relatou Dargie. "Fiquei muito chocado por ele ter feito isso."

Dargie afirmou que ficou chocado e que aquilo não fazia sentido para ele. "Tipo, não estamos aqui para bancar detetives ou não é um jogo de Detetive. Tipo, isso é sério. Eu perguntei a ele o porquê", acrescentou.

Dargie disse que o jurado dissidente recusou-se a explicar como o testemunho de uma testemunha ajudou a provar sua posição.

"Houve várias vezes em que pedi para ele nos mostrar evidências ou, sabe, descrever o testemunho de uma testemunha que ajudasse a provar o que ele estava dizendo, e... ele não conseguiu", disse Dargie.

"Não havia uma única peça de evidência ou testemunho de testemunha que ele usou para provar o motivo de estar pensando daquela maneira, e foi por isso que acabamos enviando aquele bilhete."

Ele se referia ao bilhete enviado pelo presidente do júri, que relatou que um jurado estava se recusando a seguir as instruções da corte sobre dúvida razoável.

Após vários jurados se manifestarem sobre o que aconteceu na sala de deliberações, o advogado de defesa de Clancy, Kevin Reddington, declarou à rede "CBS Mornings" na quarta-feira que entraria com uma nova moção de arquivamento com base no princípio de dupla incriminação.

"Eu defenderia o direito dessa pessoa de ser um voto dissidente por um mês", afirmou Reddington. "É nisso que o sistema se baseia, mas quando a presidente indicou clara e inequivocamente na pergunta do júri que essa pessoa tinha dúvida, dúvida razoável como sabemos agora, e simplesmente se recusou a ouvir a instrução do juiz sobre a lei, foi aí que fiquei chateado."