A administração do presidente dos EUA, Donald Trump, aprovou a potencial venda de quase 50 aeronaves de combate F-35 para a Arábia Saudita, no que é visto como um grande impulso para o reino enquanto ele enfrenta ataques intensificados dos houthis apoiados pelo Irã no Iêmen.

O pacote, que foi anunciado na quinta-feira, inclui a venda de 48 jatos F-35 da Lockheed Martin, a aeronave de combate mais avançada do mundo, além de 49 motores Pratt & Whitney e outras peças.

"Esta venda proposta apoiará os objetivos de política externa e segurança nacional dos Estados Unidos, melhorando a segurança de um importante aliado fora da OTAN que é uma força de estabilidade política e progresso econômico na região do Golfo", afirmou o Departamento de Estado em um comunicado.

O anúncio ocorre no momento em que os houthis recentemente intensificaram os ataques contra alvos na Arábia Saudita e lançaram uma ofensiva terrestre relâmpago para exercer controle sobre o Estreito de Bab el-Mandeb, um ponto de estrangulamento de petróleo estrategicamente vital.

A administração Trump afirmou que o acordo proposto ajudará a melhorar a capacidade de Riade para deter ameaças atuais e futuras, mas "não alterará o equilíbrio militar na região" — referindo-se a uma política de longa data dos EUA de que Israel deve manter uma vantagem militar sobre potenciais rivais no Oriente Médio.

O Congresso tem 30 dias para examinar ou tentar bloquear o acordo, e alguns legisladores já levantaram preocupações.

O deputado Raja Krishnamoorthi, democrata de Illinois, disse que os EUA não devem avançar com o acordo em um momento "em que nossa própria comunidade de inteligência está alertando que ele pode colocar as joias da coroa da tecnologia militar americana ao alcance do Partido Comunista Chinês".

Em uma declaração nas redes sociais, Krishnamoorthi acrescentou: "Não devemos vender nosso caça mais avançado para nenhum lugar onde o PCC possa pôr as mãos na tecnologia dentro dele."